A pergunta é clássica: Você já viu um Chester?
Chester, aquele negócio congelado que vende na época do natal. Parece frango, mas nem tanto.
O Chester é uma marca registrada da Perdigão, basicamente pegaram o conceito da ave fiesta da Sadia e fizeram (pelo menos é o que dizem) um frango geneticamente modificado para dar mais carne. Mas ninguém nunca viu um Chester vivo. Existe uma foto em baixa resolução no site da perdigão, uma representação cartunesca do que dizem ser um Chester (na foto parece o frangolino).
Por isso a clássica pergunta que assombra os curiosos: como é um Chester vivo?
Pois é, eu tive uma epifania o outro dia e me deparei com fatos assombrosos. Explico.
Você já viu um filhote de pombo?
Não? Sabe por que? Porque são a mesma coisa!
TEORIA DO CHESTER
A explicação é bastante simples: É uma conspiração nacional da Perdigão, eles seqüestram os pombos ao nascimento e os colocam em campos de concentração.
Nesses campos os pombinhos são torturados (chamada de fase 1), mutilados (fase 2) e expostos a lavagem cerebral constante para acreditarem que são frangos (fase 3).Depois são injetados com um soro de um tipo de T-vírus (eles devem chamar de C-virus) que os deixa geneticamente alterados (fase 4).
Esses pombos mutantes (chamados de Vasipid´s – Virally Altered Sibling Pidgeons, ou traduzindo: Cria de Pombo Viralmente Alterada) são colocados para brigar um com o outro (fase 5) e os que sobrevivem até o final do ano (chamados de Vasipid Prime) são clonados (fase 6) e recebem implantes biônicos (fase 7).
Na fase 7, só uma pequena porcentagem ( 0,00001%) dos Vasipid Prime resultam numa máquina de combate aproveitável (chamado C.H.E.S.T.E.R), que são vendidos a grupos terroristas por bilhões de dólares cada. (é a máquina de matar mais cara do mercado negro).
O resto é cruelmente assassinado como teste de iniciação e demonstração aos clientes dos C.H.E.S.T.E.R operacionais, e para esconder as provas vendem os mortos como o Chester que conhecemos.
Essa é a fase final, chamada de V.E.N.D.A- Virally Egregious Notorius Doppelganger Adjournment, ou traduzindo : Encerramento de Cópias Notórias e Viralmente Ameaçadoras.
C.H.E.S.T.E.R, portanto é sigla de Callow Heretic Standard Explosive Robot, ou traduzindo: Robô Explosivo Herege sem plumas padrão.
A Perdigão também usa ovos de pombos para desenvolver outras armas secretas mais simples, já que pombas são ratos voadores, querem repetir a peste negra, só que ao invés de usarem ratos pulguentos para transmitir doenças usariam pombas, possibiliando uma abrangência muito maior e penetrando assim as defesas aéreas do inimigo. Esse projeto se chama D.F.A “death from above”, traduzindo morte do céu.
O SURGIMENTO DO ROBOPIDGEON
É por isso que você nunca vê um pombo vivo que seja jovem ou limpo. É um balanço natural, como não nascem pombos novos os antigos são imortais.
São Pombos Highlander, e eles só morrem se cortar fora a cabeça. (já percebeu que só dá pra matar pombo atropelando a cabeça deles?).
Essa também é a razão pela qual os Pombos falam em código Morse Pombal. Foi o método que conseguiram burlar a rígida rede de segurança e monitoramento da Perdigão.
O código Morse Pombal foi inventado antes do C.H.E.S.T.E.R, antes do D.F.A, nos tempos em que a Perdigão ainda fazia diversos testes de pombos ciborgues.
Diz a lenda que um pombo, de sobrenome Morse, codinome ROBOPIDGEON, se rebelou contra a tirania e destruiu a central da perdigão (que na época tinha outro nome). Foi depois desse atentado que foi fundada a P.E.R.D.I.G.Ã.O -Projetos Especiais de Robôs Destrutivos Imortais de Grandes Aves Ovíparas.
Robopidgeon é até hoje um grande herói entre os pombos, sua legacia é lembrada toda vez que alguém limpa cocô de pombo do pára-brisa.
Um abraço para os coleguinhas de trabalho,
James
quarta-feira, 11 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
Revisitando Fantasia
MAÔÊ!
Aqui estou eu (pra quem não sabe quem sou eu: a Bruna, a Pretzel, a Bru, como vocês preferirem) para fazer minha estréia neste blog!
Só para incluir uma explicação feliz do meu nick, ele se baseia numa coincidência fantástica entre duas coisas que eu adoro demais: a música "Tangerine", do Led Zeppelin, e o apelido da Clementine, da obra-prima cinematográfica chamada Eternal Sunshine of the Spotless Mind.
Bem, passado o momento feliz da estréia, vamos ao que interessa: quero falar hoje daquela animação da Disney que vocês todos - presumo eu - conhecem muito bem, chamada Fantasia. O Mickey com chapéu de mágico e as vassouras encantadas, lembram? A festa de Baco, cheia de uvas, vinho e alegria (pra não dizer outras coisas)? Os pégasos (ai, eles eram lindos!)? A hipopótama bailarina? Uma viagem psicodélica e infantil, no melhor sentido da palavra, movida a muita música clássica. Era a cara da pequena Pretzel.
Pois então. Eu sei que este blog tem rock n' roll no nome, mas na sua versão antiga ele tinha também "lots of jazz" no subtítulo. E eu ando tendo revelações de jazz na minha vida. A última dela foi o álbum Near-Myth, do Dave Brubeck Quartet, que tem uma participação especial - e sensacional - do clarinete de Bill Smith.
O nome já deixa claro: é uma obra excelente feita por mitos da música, e sobre mitos da época antiga de Grécia e Roma! Se a gente pensar em Fantasia, a gente pensa em música clássica para retratar mitologia. Agora pensem em mitologia retratada por jazz! É deliciosamente original, e funciona muito: cada música consegue fazer você imaginar, de um jeito que eu não sei explicar bem, uma historinha com o tema ou personagem mitológico do título. Tanto que eu cheguei à idéia que é o motivo principal deste post: a vontade de fazer uma animação baseada nas músicas de Near-Myth.
Vamos às músicas:
1) The Unihorn: o solo de clarinete desta música é, digamos, o "tema" principal do álbum, que é retomado na última música, Pan Dance. Típico de álbum conceitual, né? E, por isso mesmo, perfeito para uma história, pela continuidade. Esse tema principal, na primeira música, faz você imaginar uma criaturinha delicada e indefesa - como um unicórnio.
2) Bach An' All: a genialidade já começa no título. Lembra "bacanal" (festa em homenagem ao deus Baco), mas também faz referência às influências bachianas da composição. É a música mais "prog" do álbum: tempo inusitado, bateria meio doida, algumas variações de tema. Uma festa, uma alegria sem fim, um...bacanal.
3) Siren Song: balada muito bonita. Segundo a Wikipédia, "The term "siren song" refers to an appeal that is hard to resist but that, if heeded, will lead to a bad result". À primeira leitura, remete às sereias e seu canto irresistível, mas é importante lembrar que siren em inglês designa os seres híbridos de mulher e ave, como originalmente eram essas criaturas cujo canto atraía os homens, que depois passaram a ser retratadas como mulheres com rabo de peixe (mermaids). Não importa o que se pense do tema da música, ela retrata sedução em forma de mito. O piano é suave, os altos e baixos do clarinete remetem aos movimentos do vento ou do mar sob um céu noturno.
4) Pan's Pipes: impossível não imaginar Pan dançando com sua flautinha, ao ouvir os agudos do clarinete e do piano e o ritmo bem marcado.
5) By Jupiter: as músicas deste álbum que têm como tema os deuses são as que mais se aproximam do estilo traditional jazz, com toda a grandiosidade que isso implica. Esta música me faz imaginar um Júpiter yuppie, controlando tudo sem o menor esforço a partir de seu confortável trono do Olimpo, escolhendo de um jeito meio aéreo e debochado onde jogar seu próximo raio.
6) Baggin' the Dragon: a minha preferida. O piano do começo é uma coisa de louco, o Brubeck faz um verdadeiro barulho que sinaliza perigo: a descoberta do dragão, ou o fogo já rolando solto por aí. O clarinete e o piano passam a sinalizar o confronto com o perigo: você imagina um herói lutando com ele. Esta, aparentemente, é a música que menos combina com o tema, porque quando vem o jazz mesmo, depois da introdução amedrontadora, é difícil imaginar uma luta heróica. Mas, se você prestar atenção, os tons são inusitados, causam uma certa inquietude. O medo não passa. E o final é o melhor, porque você não consegue imaginar se o dragão foi bagged ou não...mas isso eu deixo para os ouvintes constatarem por si mesmos.
7) Apollo's Axe: cool jazz, do início ao fim. Atmosfera perfeita para o patrono das artes e da música, voando por aí em sua carruagem - eu só não consigo imaginar um machado...
8) The Sailor and The Mermaid: a música mais delícia do álbum. Trilha sonora de romance, mas daquele romance efêmero, meio proibido e nada platônico, uma brincadeira de tentações entre o marinheiro e a sereia...não tem muito o que descrever, esta música fala muito por si própria. Jazzinho tradicional e muito gostoso de ouvir.
9) Nep-Tune: outro trocadilho ótimo. Esta aqui é sutil, mas com um ritmo bem inusitado que lembra os movimentos caóticos do mar. O foco inicial no contrabaixo e o clima misterioso remetem a coisas grandiosas que acontecem além dos olhos dos terrestres, no mundo oceânico de Netuno.
10) Pan Dance: grand finale. Retoma o solo de The Unihorn, retratando uma grande festa de encerramento com todos os seres de todas as histórias - pelo menos, é o que eu vejo na minha cabeça! E aí começam os créditos, hehehe...
E aí, quem se habilita a fazer a animação? As idéias gerais para o roteiro já estão aí! ;)
Independentemente de essa animação sair (o que eu acho pouco provável, dado o pouco tempo livre que temos e a falta de recursos materiais), todos estão absolutamente intimados a ouvir Near-Myth. Só de imaginar as historinhas, já vale a pena!
Aqui estou eu (pra quem não sabe quem sou eu: a Bruna, a Pretzel, a Bru, como vocês preferirem) para fazer minha estréia neste blog!
Só para incluir uma explicação feliz do meu nick, ele se baseia numa coincidência fantástica entre duas coisas que eu adoro demais: a música "Tangerine", do Led Zeppelin, e o apelido da Clementine, da obra-prima cinematográfica chamada Eternal Sunshine of the Spotless Mind.
Bem, passado o momento feliz da estréia, vamos ao que interessa: quero falar hoje daquela animação da Disney que vocês todos - presumo eu - conhecem muito bem, chamada Fantasia. O Mickey com chapéu de mágico e as vassouras encantadas, lembram? A festa de Baco, cheia de uvas, vinho e alegria (pra não dizer outras coisas)? Os pégasos (ai, eles eram lindos!)? A hipopótama bailarina? Uma viagem psicodélica e infantil, no melhor sentido da palavra, movida a muita música clássica. Era a cara da pequena Pretzel.
Pois então. Eu sei que este blog tem rock n' roll no nome, mas na sua versão antiga ele tinha também "lots of jazz" no subtítulo. E eu ando tendo revelações de jazz na minha vida. A última dela foi o álbum Near-Myth, do Dave Brubeck Quartet, que tem uma participação especial - e sensacional - do clarinete de Bill Smith.
O nome já deixa claro: é uma obra excelente feita por mitos da música, e sobre mitos da época antiga de Grécia e Roma! Se a gente pensar em Fantasia, a gente pensa em música clássica para retratar mitologia. Agora pensem em mitologia retratada por jazz! É deliciosamente original, e funciona muito: cada música consegue fazer você imaginar, de um jeito que eu não sei explicar bem, uma historinha com o tema ou personagem mitológico do título. Tanto que eu cheguei à idéia que é o motivo principal deste post: a vontade de fazer uma animação baseada nas músicas de Near-Myth.
Vamos às músicas:
1) The Unihorn: o solo de clarinete desta música é, digamos, o "tema" principal do álbum, que é retomado na última música, Pan Dance. Típico de álbum conceitual, né? E, por isso mesmo, perfeito para uma história, pela continuidade. Esse tema principal, na primeira música, faz você imaginar uma criaturinha delicada e indefesa - como um unicórnio.
2) Bach An' All: a genialidade já começa no título. Lembra "bacanal" (festa em homenagem ao deus Baco), mas também faz referência às influências bachianas da composição. É a música mais "prog" do álbum: tempo inusitado, bateria meio doida, algumas variações de tema. Uma festa, uma alegria sem fim, um...bacanal.
3) Siren Song: balada muito bonita. Segundo a Wikipédia, "The term "siren song" refers to an appeal that is hard to resist but that, if heeded, will lead to a bad result". À primeira leitura, remete às sereias e seu canto irresistível, mas é importante lembrar que siren em inglês designa os seres híbridos de mulher e ave, como originalmente eram essas criaturas cujo canto atraía os homens, que depois passaram a ser retratadas como mulheres com rabo de peixe (mermaids). Não importa o que se pense do tema da música, ela retrata sedução em forma de mito. O piano é suave, os altos e baixos do clarinete remetem aos movimentos do vento ou do mar sob um céu noturno.
4) Pan's Pipes: impossível não imaginar Pan dançando com sua flautinha, ao ouvir os agudos do clarinete e do piano e o ritmo bem marcado.
5) By Jupiter: as músicas deste álbum que têm como tema os deuses são as que mais se aproximam do estilo traditional jazz, com toda a grandiosidade que isso implica. Esta música me faz imaginar um Júpiter yuppie, controlando tudo sem o menor esforço a partir de seu confortável trono do Olimpo, escolhendo de um jeito meio aéreo e debochado onde jogar seu próximo raio.
6) Baggin' the Dragon: a minha preferida. O piano do começo é uma coisa de louco, o Brubeck faz um verdadeiro barulho que sinaliza perigo: a descoberta do dragão, ou o fogo já rolando solto por aí. O clarinete e o piano passam a sinalizar o confronto com o perigo: você imagina um herói lutando com ele. Esta, aparentemente, é a música que menos combina com o tema, porque quando vem o jazz mesmo, depois da introdução amedrontadora, é difícil imaginar uma luta heróica. Mas, se você prestar atenção, os tons são inusitados, causam uma certa inquietude. O medo não passa. E o final é o melhor, porque você não consegue imaginar se o dragão foi bagged ou não...mas isso eu deixo para os ouvintes constatarem por si mesmos.
7) Apollo's Axe: cool jazz, do início ao fim. Atmosfera perfeita para o patrono das artes e da música, voando por aí em sua carruagem - eu só não consigo imaginar um machado...
8) The Sailor and The Mermaid: a música mais delícia do álbum. Trilha sonora de romance, mas daquele romance efêmero, meio proibido e nada platônico, uma brincadeira de tentações entre o marinheiro e a sereia...não tem muito o que descrever, esta música fala muito por si própria. Jazzinho tradicional e muito gostoso de ouvir.
9) Nep-Tune: outro trocadilho ótimo. Esta aqui é sutil, mas com um ritmo bem inusitado que lembra os movimentos caóticos do mar. O foco inicial no contrabaixo e o clima misterioso remetem a coisas grandiosas que acontecem além dos olhos dos terrestres, no mundo oceânico de Netuno.
10) Pan Dance: grand finale. Retoma o solo de The Unihorn, retratando uma grande festa de encerramento com todos os seres de todas as histórias - pelo menos, é o que eu vejo na minha cabeça! E aí começam os créditos, hehehe...
E aí, quem se habilita a fazer a animação? As idéias gerais para o roteiro já estão aí! ;)
Independentemente de essa animação sair (o que eu acho pouco provável, dado o pouco tempo livre que temos e a falta de recursos materiais), todos estão absolutamente intimados a ouvir Near-Myth. Só de imaginar as historinhas, já vale a pena!
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